Como aponta o Dr. Haeckel Cabral, a otoplastia é a cirurgia que reposiciona orelhas proeminentes e melhora a harmonia do rosto sem apagar a identidade. A decisão mais segura começa por um detalhe simples: entender o que a técnica corrige, quais resultados são realistas no seu caso e como o pós-operatório influencia a estabilidade do novo contorno. Se você evita fotos de perfil, prende o cabelo com desconforto ou sente que as orelhas chamam atenção antes do rosto, agende uma avaliação e use este artigo para chegar à consulta com critérios claros.
A anatomia por trás das orelhas proeminentes
Para entender a lógica da cirurgia, vale conhecer os dois fatores anatômicos mais frequentes:
- Primeiro: pouca definição da anti-hélice, que é a dobra interna responsável por “fechar” parte do formato da orelha. Quando essa dobra é fraca, a orelha tende a abrir para fora;
- Segundo: concha auricular mais profunda ou projetada, que empurra a orelha para frente mesmo quando a anti-hélice existe.
Há casos em que os dois fatores aparecem juntos, além de pequenas diferenças entre um lado e outro. Dessa forma, o plano cirúrgico costuma ser individualizado, porque uma correção baseada em um único padrão pode gerar assimetria residual ou aspecto artificial.
Técnicas mais utilizadas e como a cicatriz fica discreta
A técnica mais comum utiliza uma incisão atrás da orelha, em uma dobra natural, o que ajuda a esconder a cicatriz. A partir desse acesso, o cirurgião pode remodelar a cartilagem e estabilizar o novo contorno com suturas internas. Em adultos, a cartilagem tende a ser mais rígida, então o planejamento precisa considerar força de memória do tecido e a necessidade de estabilidade a longo prazo.
No entendimento do Dr. Haeckel Cabral, a previsibilidade da otoplastia aumenta quando o foco está na estrutura: criar dobras com suturas bem posicionadas, reduzir projeção sem excesso e respeitar a simetria global do rosto. Quando se busca perfeição milimétrica, é mais fácil perder a naturalidade do desenho da orelha.
Resultados esperados em adultos e limites importantes
A maioria dos adultos percebe a mudança com clareza logo após a retirada do curativo mais robusto, apesar do inchaço inicial. O contorno tende a ficar mais natural conforme edema e sensibilidade diminuem. Em muitos casos, os benefícios mais práticos são os que mais pesam na satisfação: Mais liberdade para prender o cabelo, sensação de proporção no rosto e menos atenção involuntária às orelhas em fotos e vídeos.

É importante alinhar limites: a otoplastia não muda tamanho global da orelha de forma significativa, não corrige detalhes mínimos que não incomodavam antes e não promete simetria perfeita, porque o rosto e as orelhas já têm pequenas diferenças naturais. O objetivo realista é melhorar proporção e reduzir projeção com estabilidade.
Pós-operatório e cuidados que protegem a correção
O pós-operatório é a parte que mais influência o resultado, especialmente nas primeiras semanas. É comum que a orelha fique sensível, com sensação de pressão, coceira sob curativos e edema. Fontes clínicas confiáveis descrevem que as bandagens devem ser mantidas conforme orientação e que uma faixa mais leve, usada principalmente à noite, ajuda a evitar que a orelha seja puxada durante o sono, protegendo o reposicionamento.
Como orienta o Dr. Haeckel Cabral, o risco mais subestimado no começo não é a dor, e sim o trauma acidental: dormir de lado comprimindo a orelha, vestir roupas apertadas pela cabeça, esbarrar ao tirar camiseta, ou coçar com força quando a cicatrização começa. Pequenos eventos podem gerar hematoma, aumentar inchaço ou comprometer parte da correção.
Quais os riscos possíveis e como a decisão fica mais segura?
Toda cirurgia tem riscos, e a otoplastia inclui possibilidade de hematoma, infecção, alterações temporárias de sensibilidade, assimetria residual, cicatriz mais aparente e necessidade de retoque em casos selecionados. Em materiais educativos da American Society of Plastic Surgeons, também aparecem riscos gerais como sangramento, assimetria e chance de revisão, o que reforça a importância de indicação correta e acompanhamento.
Como ressalta o Dr. Haeckel Cabral, a melhor forma de reduzir intercorrências é combinar três pilares: planejamento técnico compatível com a sua anatomia, ambiente adequado para o procedimento e disciplina no pós-operatório. Quando esses pontos caminham juntos, a otoplastia costuma ter recuperação previsível e alta taxa de satisfação.
Correção e pós-operatório
Como pontua o Dr. Haeckel Cabral, a otoplastia é uma cirurgia eficaz para corrigir orelhas proeminentes, ajustar dobras e melhorar a harmonia facial com cicatriz discretamente posicionada. A estabilidade do resultado depende de técnica bem indicada e, principalmente, de um pós-operatório protegido, com bandagens e faixa usadas no tempo certo e cuidados para evitar pressão e traumas.
Autor: Otávio Costa

